O que era MT-09 Tracer mudou para Tracer 900 GT. A nova geração da Sport Touring da Yamaha evoluiu na eletrônica e recebeu uma série de modificações.

O novo assento bipartido, ficou ainda mais confortável.

Há duas opções de altura do assento: na mais baixa, a altura em relação ao solo é de 850 mm e, na mais alta, de 865 mm. Ao rodar por longos períodos, percebe-se a melhora no assento, que está realmente mais confortável. O assento do garupa também está mais confortável e ampliou as alças traseiras, além de colocar as pedaleiras do garupa em uma posição mais baixa.

O guidão também sofreu alterações e foi encurtado – o que, teoricamente, deixaria a moto mais ‘pesada’. Na prática, isso não acontece e a vida no trânsito fica melhor para passar em espaços apertados.

Para a Yamaha Tracer 900 GT, a fabricante incluiu o controle de tração, que tem três níveis. Os mapas de abertura das borboletas são os mesmos da MT-09 apresentada recentemente por aqui.

No ‘B’, a potência é entregue de forma mais suave; no Standard (STD), há um pouco mais de velocidade na abertura das borboletas; no ‘A’, tudo liberado e a potência é entregue sem cerimônias, como na naked.

O controle de tração tem dois níveis: o modo 1 intervém para evitar a perda de aderência em qualquer tipo de piso e situação, enquanto o modo 2 dá um pouco mais de liberdade ao piloto antes de entrar em ação. Para os mais experientes, há ainda a opção de desligar o recurso.

Em condições normais de rodagem, quase não se nota a atuação do controle de tração, mesmo quando se exige um pouco mais do acelerador.

Outro recurso da Tracer 900 GT é o quickshifter para aumento de marchas. Passando dos 3 mil giros já é possível pressionar o pedal para cima sem precisar fechar o acelerador ou acionar a embreagem. A eletrônica dá conta do recado e tudo acontece sem sustos e sem solavancos.

Para reduzir, no entanto, é necessário usar a embreagem, que agora é deslizante e auxilia nas reduções mais bruscas, além de tornar o acionamento do manete mais leve – 20% quando comparado com o da geração anterior.

O controle e as regulagens das ajudas eletrônicas é feito através de botões no punho esquerdo e visualizado no painel TFT – que é inspirado na R1. São duas as opções de visualização, com fundo claro ou escuro – a adaptação é automática, já que há um detector de luminosidade. Durante a pilotagem é fácil encontrar todas as informações no painel e modificar o parâmetro desejado.

Além disso, a nova geração da Sport Touring ainda conta com piloto automático e aquecedor de manopla, itens de conforto que são bem-vindos, especialmente levando em consideração as rivais de segmento com quem a Tracer 900 GT quer brigar.

Não se deixe enganar pela aparência touring da Tracer 900 GT . Os números do motor são os mesmos vistos na MT-09 – afinal, trata-se do mesmo propulsor: um tricilíndrico de 847 cm³, com 115 cv de potência a 10 mil giros e torque de 8,92 kgf.m a 8.500 giros.

Ao exigir mais do acelerador, a Tracer 900 GT mostra o lado esportivo com gosto: há potência de sobra para retomadas e ultrapassagens seguras, mesmo com o peso em ordem de marcha ligeiramente maior do que o da MT-09 – na naked, são 193 quilos, contra 215 quilos na Sport Touring.

A moto sobra a 120 km/h, a maior velocidade que se pode atingir de acordo com a legislação de trânsito brasileira. Se quiser superar os 120 km/h, o proprietário de uma Tracer 900 GT pode levar tranquilamente a motocicleta a um track day e se divertir bastante com o modelo, que tem fôlego para superar a casa dos 200 km/h sem dificuldades.

Além da força, há a ciclística, outra parte modificada na nova geração da Sport Touring. Na dianteira, a suspensão de garfo invertido e totalmente ajustável passa confiança mesmo na configuração padrão. Na traseira, a balança monoamortecida é nova e está mais longa, o que ampliou o entre-eixos da moto. Para ajustar a pré-carga na traseira, nada de ferramentas: basta girar o comando que fica do lado esquerdo da moto, logo abaixo do assento.

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